sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Acordar
terça-feira, 20 de julho de 2010
o remorso de baltazar serapião de valter hugo mãe
sábado, 3 de julho de 2010
Acontece
domingo, 27 de junho de 2010
SIM/NÃO
Sim, agarraria a tua mão desaparecida
Sim, procuraria a tua boca já distante
Sim, por ti faria a loucura parecer tranquila
E a dor ter a cor do beijo
Sim, por ti imaginaria uma história bonita
Que acabaria onde as outras começam
Sim, acomodo os meus braços ao vazio
Aconchego o coração nas nuvens da noite fria
Sim, digo que sim
Para ouvir em mim o teu eco.
-------------------------------------------------------------------------------------------------
Não, não ficarei feliz quando partires
Não, não saberei mudar o choro em riso
Nem a dor em esperança
Não, não saberei cuidar de mim
Não saberei se o amor vive sem os beijos
Não, não sentirei o teu coração bater comigo
Não poderei preencher o vazio dos meus braços
Com palavras sensatas e distantes
E o não
Como farei para apagar a sombra
Desta palavra que cresce, se arrasta
Trazendo consigo rimas
( e eu que não gosto de rimas)
Que ficarão esperando ( solidão? Rejeição?)
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Depois de morrer aconteceram -me muitas coisas de Ricardo Adolfo
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Desistência
Vou esclarecer qualquer dúvida : o livro está abandonado, esquecido no meio de outros que vou lendo. Não sei se o abandono é definitivo ou passageiro, mas prefiro apagar o seu título.E a verdade é que não me apetece ler esse livro cujas primeiras 400 páginas já percorri : a viagem foi longa ( e não saiu do mesmo sítio).
segunda-feira, 7 de junho de 2010
A Cidade da Alegria de Dominique Lapierre
No entanto, este relato de experiências frágeis e insignificantes, num mundo de carências e necessidades de toda a ordem, cativou-me.
O bairro da lata mais pobre de Calcutá e os seus habitantes, esquecidos e transparentes aos olhos dos que não partilham o seu destino, transfigura-se num universo onde quem nada tem luta todos os dias por um dia mais. Um universo onde quem quer aliviar um pouco todo este sofrimento tem de aceitar modestamente que nada pode fazer salvo estender ao seu vizinho uma mão caridosa ou dirigir-lhe uma palavra amiga.
O único milagre realizado pelo padre e o médico que partilham o dia-a-dia desta " Cidade da Alegria" é terem visto pessoas onde os outros vêem "gado" para todo o serviço.Devolver o nome próprio a cada pessoa é devolver-lhe a dignidade, até mesmo nas condições mais "desumanas" .O padre rezava por cada um , qualquer que fosse a sua religião, e todos aceitavam as suas preces como um bâlsamo divino.
Como dizia Madre Teresa de Calcutá que se dedicou aos que eram menos que nada, os leprosos,os que nem neste bairro da lata tinham lugar : " Tudo isto é uma gota num oceano, mas o oceano precisa de cada gota."
.